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Mulheres na linha de frente da cibersegurança: por que ampliar a presença feminina é uma decisão estratégica

Em um cenário global marcado por ataques sofisticados, uso crescente de inteligência artificial por grupos criminosos e disputas geopolíticas no ambiente digital, a presença feminina na cibersegurança deixou de ser apenas uma pauta de diversidade — tornou-se um tema estratégico para governos e empresas. Dados recentes do estudo ISC² Cybersecurity Workforce Study 2025 mostram que as mulheres representam cerca de 24% da força de trabalho global em cibersegurança, percentual que cresce lentamente apesar do déficit estimado de milhões de profissionais no setor. O relatório completo pode ser consultado aqui: Já o Global Cybersecurity Outlook 2026, do World Economic Forum, aponta que a escassez de talentos qualificados continua sendo um dos principais fatores de risco para organizações públicas e privadas, especialmente diante da complexidade crescente das ameaças digitais: O diagnóstico é claro: falta gente qualificada — e ampliar a participação feminina não é apenas uma questão de equidade, mas de capacidade operacional e resiliência institucional. Estudos recentes reforçam que equipes diversas tendem a tomar decisões mais equilibradas e identificar riscos com maior amplitude. O relatório Deloitte Global – Women in Cyber 2025 destaca que organizações com maior diversidade de gênero em áreas técnicas apresentam melhor desempenho em governança e gestão de risco digital:  Para José de Souza Junior, diretor do Grupo RG Eventos e especialista em Cibersegurança e Governança Digital, o debate precisa avançar para além da estatística. “A cibersegurança não é apenas uma disciplina técnica. Ela envolve análise de risco, leitura institucional e tomada de decisão sob pressão. Equipes plurais ampliam a capacidade de antecipar cenários e reduzir pontos cegos”, afirma. Segundo ele, em operações críticas, como grandes eventos internacionais, fóruns diplomáticos e ambientes de missão estratégica, a diversidade de pensamento é um fator concreto de segurança. “Em ambientes de alta criticidade, não podemos trabalhar com visões homogêneas. Quanto maior a pluralidade de perspectivas, maior a capacidade de identificar vulnerabilidades antes que elas se tornem incidentes.” O avanço da inteligência artificial generativa também exige novas competências no setor. O relatório Global Gender Gap Report 2025, do World Economic Forum, aponta que mulheres continuam sub-representadas nas áreas de tecnologia emergente, incluindo segurança da informação e inteligência artificial: Ao mesmo tempo, ataques baseados em IA, deepfakes e automação maliciosa elevam o nível de sofisticação das ameaças. Isso exige equipes multidisciplinares que integrem conhecimento técnico, jurídico, regulatório e estratégico. “Segurança digital hoje é governança. Não basta proteger sistemas; é preciso proteger reputação institucional, dados sensíveis e estabilidade operacional. Isso demanda competências diversas, inclusive na liderança”, destaca José de Souza Junior, do Grupo RG Eventos. A discussão ganha ainda mais relevância em grandes eventos internacionais, onde redes temporárias, credenciais digitais, autoridades e imprensa internacional ampliam a superfície de ataque. Relatórios recentes da Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA), como o ENISA Threat Landscape 2025, reforçam que eventos de grande porte se tornaram alvos estratégicos para grupos organizados e atores patrocinados por Estados: Nesses contextos, a presença de mulheres em áreas como governança digital, análise de inteligência e coordenação estratégica tem se mostrado cada vez mais relevante. “A segurança de um evento não depende apenas de tecnologia. Depende de coordenação, comunicação e capacidade de decisão integrada. Mulheres têm ocupado posições fundamentais nesse processo — e isso precisa se tornar regra, não exceção”, afirma o diretor do Grupo RG Eventos. Apesar dos avanços, barreiras persistem: falta de incentivo em STEM desde a educação básica, menor presença em cargos de liderança técnica e desigualdade de oportunidades em áreas estratégicas. Especialistas defendem que a solução passa por três frentes: Mais do que ampliar números, trata-se de fortalecer a capacidade de resposta a riscos sistêmicos. No mês em que se discute o protagonismo feminino, o setor de cibersegurança enfrenta um paradoxo: nunca precisou tanto de profissionais qualificados e, ao mesmo tempo, ainda aproveita pouco o potencial feminino disponível. Para José de Souza Junior, o caminho é claro: “A ampliação da presença feminina na cibersegurança não é uma pauta simbólica. É uma decisão estratégica para qualquer organização que leve a sério a proteção de seus dados e sua soberania digital.” Em um ambiente onde a próxima ameaça pode surgir em segundos — impulsionada por inteligência artificial, disputas geopolíticas ou engenharia social sofisticada — ampliar a diversidade deixou de ser um gesto institucional. Tornou-se um imperativo de segurança. Leia mais em: https://www.segs.com.br/info-ti/442460-mulheres-na-linha-de-frente-da-ciberseguranca-por-que-ampliar-a-presenca-feminina-e-uma-decisao-estrategica

Do legado da COP30 à soberania digital: Grupo RG Eventos transforma experiência em plataforma própria de cibersegurança para megaeventos

Após liderar a implantação do Centro de Inteligência Cibernética (CIC – NOC/SOC) da Green Zone da COP30, o Grupo RG Eventos avança para um novo estágio de maturidade estratégica no campo da cibersegurança. A experiência adquirida em um dos ambientes mais sensíveis do cenário geopolítico global agora se converte no desenvolvimento de uma plataforma proprietária de NOC/SOC, voltada à prestação de serviços de monitoramento, prevenção e resposta a incidentes cibernéticos para grandes eventos, instituições e governos, com projeção de atuação já na COP31. À frente desse movimento está José de Souza Junior, diretor do Grupo RG Eventos e responsável técnico pela operação de cibersegurança da COP30. Segundo ele, a decisão de transformar o know-how acumulado em produto nasce diretamente da vivência prática em ambientes de altíssima criticidade. “A COP30 mostrou, na prática, que dados são o ponto de partida — mas não o destino. O que realmente faz diferença é transformar esses dados em capacidade de decisão soberana”, afirma. Para o executivo, a experiência evidenciou a necessidade de o Brasil avançar para além do consumo de soluções importadas. “Não se trata apenas de proteger infraestruturas. Trata-se de construir autonomia, reduzir dependências e criar uma capacidade nacional que possa, inclusive, ser exportada”, diz. Assim, o NOC/SOC do Grupo RG Eventos surge não apenas como um novo serviço, mas como um posicionamento estratégico que une experiência real de campo, domínio regulatório e visão de longo prazo sobre soberania tecnológica. A tecnologia que sustenta a solução foi desenhada com arquitetura modular e em camadas, permitindo adaptação a diferentes contextos, desde megaeventos temporários até ambientes institucionais permanentes. A base inclui infraestrutura de conectividade segura, segmentação de redes, controles rigorosos de acesso e firewalls de próxima geração. Sobre essa fundação, a plataforma integra componentes de SIEM, SOAR, EDR, XDR, análise contínua de vulnerabilidades, Threat Intelligence e forense computacional, oferecendo visibilidade completa do ambiente monitorado. “Existe uma frieza necessária nesse tipo de arquitetura. É a lógica do xeque-mate: método, tempo e precisão”, resume José de Souza Junior. A automação e o uso intensivo de inteligência artificial cumprem papel central, especialmente na correlação de eventos, detecção de anomalias e priorização de incidentes. “Não queremos um sistema que apenas gere alertas. Queremos um sistema que compreenda contexto, hierarquize riscos e que orquestre respostas”, explica. O modelo operacional integra monitoramento, análise e resposta em um fluxo contínuo. A coleta de telemetria em tempo real alimenta um núcleo central de correlação, onde modelos analíticos distinguem ruído de risco real. Uma vez validada a ameaça, entram em ação playbooks previamente definidos, que vão do isolamento técnico de ativos à comunicação com lideranças e áreas jurídicas. “Responder rápido é importante. Responder certo é decisivo”, pontua o diretor. Além da tecnologia, o produto é sustentado por uma equipe de consultoria especializada em cibersegurança e governança digital, formada por profissionais com experiência em ambientes críticos, setor público e grandes eventos. Para José de Souza Junior, essa camada humana é determinante. “Ferramentas não constroem autoridade. Pessoas, processos e método constroem”. Segundo ele, enquanto a plataforma monitora, a consultoria garante que a informação se traduza em governança, decisão e proteção institucional. A vivência do Grupo RG Eventos em grandes operações funcionou como um verdadeiro laboratório vivo para o desenvolvimento da solução. “O que aprendemos sob pressão vira processo. O que funciona em ambiente crítico vira padrão”, afirma. Essa trajetória permitiu transformar conhecimento tácito em metodologia estruturada, replicável e escalável. A expectativa é que a COP31 seja a primeira grande vitrine internacional do NOC/SOC proprietário. Entre as entregas previstas estão o monitoramento 24/7 de infraestruturas críticas, integração avançada de Threat Intelligence, análise contínua de vulnerabilidades e painéis executivos de risco em tempo real. O projeto também prevê articulação com órgãos nacionais e internacionais, fortalecendo a presença institucional brasileira no debate global sobre segurança digital e sustentabilidade tecnológica. “Minha ambição não é visibilidade pontual. É soberania: domínio de narrativa, consistência de entrega e permanência de influência”, resume José de Souza Junior. Para ele, o legado da COP30 ultrapassa a entrega técnica e consolida um novo patamar de atuação do Grupo RG Eventos. “Transformar o legado da COP30 em padrão de excelência não é retórica. É criar uma referência que o mercado, cedo ou tarde, será obrigado a seguir.” A integração entre CIC, NOC e SOC, testada em ambiente real e agora incorporada ao produto, consolida um modelo exportável de proteção digital. “O NOC faz funcionar. O SOC protege. O CIC decide”, sintetiza o executivo. Com essa estrutura, o Grupo RG Eventos se posiciona como um ator estratégico na proteção de grandes operações digitais, consolidando uma autoridade intelectual construída sobre conhecimento aplicado, método rigoroso e experiência real de campo. Leia mais em: https://oglobo.globo.com/patrocinado/dino/noticia/2026/01/27/ameacas-digitais-trazem-riscos-para-grandes-eventos-1.ghtml

Cibersegurança entra em 2026 como tema geopolítico e estratégico, alerta especialista com base em relatório do Fórum Econômico Mundial

O cenário global de cibersegurança vive uma fase de transformação estrutural. De acordo com o Global Cybersecurity Outlook 2026, publicado pelo World Economic Forum, o ambiente digital entra em um ciclo de risco ampliado, marcado por sofisticação crescente de ataques, fragmentação geopolítica e uso intensivo de inteligência artificial tanto para defesa quanto para ofensiva. Para José de Souza Junior, diretor do Grupo RG Eventos, o momento atual exige uma mudança profunda de postura por parte de governos e organizações. “O momento atual da cibersegurança pode ser definido como uma era de aceleração e complexidade sem precedentes. As ameaças não crescem apenas em volume, mas também em sofisticação e diversidade”, afirma. Segundo ele, o ciberespaço deixou de ser uma pauta exclusivamente técnica. “O ciberespaço já não é apenas um desafio tecnológico — tornou-se um tema econômico, geopolítico e social.” O relatório do Fórum Econômico Mundial aponta três vetores centrais de preocupação: o crescimento de vulnerabilidades associadas à inteligência artificial, o aumento de fraudes cibernéticas sofisticadas e os riscos relacionados às cadeias de suprimentos digitais. Ataques a fornecedores terceirizados, por exemplo, tornaram-se porta de entrada recorrente para violações em larga escala. Em um ambiente corporativo cada vez mais interconectado, basta que um elo da cadeia esteja fragilizado para comprometer todo o ecossistema. Para José de Souza Junior, o fator mais crítico neste momento é a combinação entre sofisticação e diversificação das ameaças. “Sem dúvida, a sofisticação combinada com a diversificação dos ataques é o fator mais impactante no momento. Não é apenas que os ataques estão se tornando mais complexos; eles estão se expandindo para múltiplos vetores, como inteligência artificial adversarial, ferramentas de phishing hiperrealistas e exploração de cadeias de terceiros.” Na prática, isso significa que as organizações não enfrentam apenas mais ataques — enfrentam ataques mais inteligentes, automatizados e distribuídos em múltiplas frentes simultaneamente. A inteligência artificial ocupa posição central no novo cenário. Sistemas baseados em IA ampliam a capacidade de detecção de ameaças, automatizam respostas e reduzem o tempo de reação a incidentes. No entanto, a mesma tecnologia também é usada para criar golpes altamente convincentes, deepfakes, fraudes automatizadas e exploração de modelos generativos mal configurados. “A IA é o elemento que mais transforma a cibersegurança hoje. Por um lado, ela potencializa a capacidade de defesa; por outro, abre portas para ataques altamente precisos e automatizados”, explica José de Souza Junior. Esse equilíbrio delicado exige governança estruturada. Modelos automatizados sem supervisão adequada podem se tornar novos pontos de vulnerabilidade, especialmente quando integrados a sistemas críticos. Outro ponto central destacado no relatório é a necessidade de evolução da governança corporativa. A segurança digital precisa migrar do departamento técnico para o nível estratégico das organizações. “A governança corporativa precisa integrar segurança digital ao nível mais estratégico da organização, elevando a cibersegurança de função técnica para vetor central de gestão de risco”, destaca José de Souza Junior. Isso envolve adoção de frameworks robustos, avaliação contínua de riscos ligados à inteligência artificial, proteção da cadeia de suprimentos digital e colaboração entre setor público e privado. Segundo ele, a maturidade organizacional em cibersegurança passa por três pilares: tecnologia habilitada por IA, treinamento contínuo de equipes e processos formais de controle e auditoria. “Governança já não é apenas conformidade — é diferencial competitivo e um requisito essencial para resiliência e confiança institucional.” A leitura do Global Cybersecurity Outlook 2026 deixa claro que a segurança digital será cada vez mais tratada como infraestrutura crítica de Estado e elemento essencial da estabilidade econômica. Organizações que mantiverem postura reativa tendem a ampliar sua exposição. Já aquelas que incorporarem inteligência, governança e estratégia de longo prazo estarão mais preparadas para enfrentar um ambiente digital marcado por velocidade, complexidade e disputas geopolíticas. Para o diretor do Grupo RG Eventos, o recado é direto: cibersegurança não é mais custo operacional — é soberania, competitividade e proteção institucional em escala global. Leia mais em: https://docmanagement.com.br/03/02/2026/ciberseguranca-entra-em-2026-como-tema-geopolitico-e-estrategico-alerta-especialista-com-base-em-relatorio-do-forum-economico-mundial

Cibersegurança como soberania: o legado do Grupo RG Eventos na COP30

Durante a COP30, um dos eventos mais sensíveis do cenário geopolítico global, a segurança digital deixou de ser apenas um requisito técnico e passou a ocupar o centro da estratégia. À frente da implantação do Centro de Inteligência Cibernética (CIC – NOC/SOC) da Green Zone esteve o Grupo RG Eventos, sob coordenação de José de Souza Junior. Ao longo desta entrevista, ele detalha não apenas os bastidores da operação, mas a visão que guiou o projeto — uma visão que trata dados, método e inteligência como instrumentos de soberania. Como surgiu a oportunidade para o Grupo RG Eventos liderar a implantação do CIC na COP30? A oportunidade começou a se desenhar em uma reunião estratégica em Bonn, na Alemanha, na sede da UNFCCC, com o diretor de Tecnologia da SECOP, Milton Sampaio, representando o Governo Federal. Ali ficou claro que a COP30 exigiria uma operação de cibersegurança compatível com sua relevância política, ambiental e simbólica. “Os dados são o ponto de partida e a referência.Mas eu enxergo esse passo inicial como a fundação de um principado digital.” O Grupo RG Eventos já acumulava experiência em operações complexas e vinha investindo, de forma contínua, na construção de uma visão própria sobre cibersegurança aplicada a grandes eventos. Não como acessório tecnológico, mas como elemento estrutural de governança. “O investimento contínuo em estudos ao longo desses anos não é um detalhe acadêmico.É acreditar no conhecimento — e, sobretudo, colocá-lo em prática.” Desde o início, o projeto foi concebido sob o princípio da soberania tecnológica, integrando marcos regulatórios brasileiros, expertise qualificada e uma ambição clara de deixar um legado que extrapolasse a COP30. Como os parâmetros do MGI influenciaram a arquitetura do Centro de Inteligência Cibernética? Os parâmetros do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos funcionaram como eixo de racionalidade e disciplina do projeto. Governança integrada, gestão de riscos, interoperabilidade e proteção de dados moldaram uma arquitetura em camadas, orientada a missão crítica. “Existe uma frieza necessária nesse tipo de operação.É como um xeque-mate: método, tempo e precisão.” Cada ativo do ecossistema digital da COP30 foi mapeado, classificado e monitorado de forma contínua. A inteligência aplicada, a automação e a correlação avançada de eventos não tinham como objetivo apenas reagir, mas antecipar. “Não se trata de acumular ferramentas.Trata-se de transformar dados em decisão — e decisão em controle.” A equipe do CIC contou com 15 profissionais. Como essa estrutura foi pensada? A equipe foi organizada como um organismo vivo, dividido em células especializadas, mas operando sob uma lógica única de inteligência. SOC, NOC, Threat Intelligence, Engenharia de Segurança e Coordenação Estratégica atuaram de forma integrada. “A autoridade técnica não se constrói com discurso.Ela se constrói com método, consistência e entrega repetida sob pressão.” Mais do que monitorar, a equipe foi treinada para interpretar contexto, correlacionar sinais e responder com clareza — mesmo em um ambiente temporário, altamente dinâmico e sob constante escrutínio internacional. Quais foram os maiores desafios técnicos da operação? O principal desafio foi implantar, em tempo limitado, uma estrutura de missão crítica em um ambiente temporário, com múltiplos fornecedores, milhares de usuários e uma superfície de ataque em constante mutação. “Ambientes temporários exigem decisões definitivas.Não há espaço para improviso quando o risco é sistêmico.” Somado a isso, o contexto amazônico impôs desafios adicionais de conectividade e logística, tornando a resiliência operacional um requisito absoluto. Que lições a COP30 deixa para outros megaeventos? A maior lição é que a cibersegurança precisa nascer junto com o evento, não ser adicionada depois. Ela deve estar no mesmo nível estratégico da segurança física e da governança institucional. “Ferramentas não criam segurança.Processos maduros, pessoas preparadas e inteligência integrada, sim.” A experiência também reforçou o valor de uma empresa brasileira liderando a operação, com domínio regulatório, técnico e contextual. Quais tendências essa experiência revela para o futuro? Centros Integrados de Inteligência Cibernética deixam de ser diferenciais e passam a ser pré-requisito. Modelos Zero Trust, IA aplicada à correlação de eventos e soberania sobre dados tornam-se inevitáveis. “Minha ambição não persegue a visibilidade comum.Ela busca soberania: domínio de narrativa, consistência de entrega e permanência de influência.” Qual é o legado da COP30 para o Grupo RG Eventos? Mais do que uma entrega técnica, a operação da COP30 consolidou um posicionamento. “Transformar o legado da COP30 e a estrutura de cibersegurança do Grupo RG em um padrão de excelência não é retórica.É criar aquele tipo de referência que o mercado, cedo ou tarde, é obrigado a seguir.” O CIC da Green Zone simboliza a consolidação de uma autoridade intelectual construída ao longo do tempo, baseada em conhecimento aplicado, método rigoroso e visão estratégica. “É um movimento para consolidar uma autoridade difícil de contestar e impossível de ignorar.”

Cibersegurança em eventos: o risco invisível que pode gerar prejuízos bilionários e crises diplomáticas

Em um mundo cada vez mais digital, eventos de grande porte deixaram de ser apenas encontros presenciais para se tornarem verdadeiras plataformas de dados. Congressos internacionais, feiras corporativas, fóruns econômicos e encontros diplomáticos movimentam informações sensíveis que vão muito além da logística e da programação. Dados pessoais, credenciais de acesso, estratégias de negociação, comunicações internas e até informações de segurança de chefes de Estado circulam diariamente nos sistemas que sustentam esses eventos. Ainda assim, a cibersegurança continua sendo tratada, na prática, como um custo dispensável. Segundo José de Souza Junior, diretor do Grupo RG Eventos, essa negligência está diretamente ligada à cultura organizacional e à forma como os gestores enxergam investimentos em tecnologia. “O que acontece em eventos, na prática, é que a cibersegurança não é vista como algo importante. Por quê? Porque é custo. E quando você tem uma limitação de recursos, os gestores não querem colocar”, afirma. Essa lógica, segundo ele, ignora o papel estratégico da segurança da informação em um ambiente cada vez mais dependente de dados, parametrizações e inteligência artificial. “Hoje são dados, são parametrizações, inteligência artificial. São várias coisas das quais você depende. Não é mais só infraestrutura física”, destaca. A comparação feita por José de Souza Junior ajuda a dimensionar o problema. “Ninguém vê a questão de água e esgoto como algo importante. Mas se o esgoto transbordar ou se você ficar sem água, aí todo mundo vai achar importante”, compara. Para ele, a cibersegurança ainda é vista como algo abstrato, até o momento em que uma falha expõe informações críticas e gera prejuízos irreversíveis. Em eventos internacionais de grande porte, como a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP), os riscos se multiplicam. A organização de um evento dessa magnitude envolve sistemas que armazenam dados de delegações, agendas de chefes de Estado, informações sobre deslocamento, credenciais de acesso a áreas restritas, além de comunicações sensíveis entre governos e organismos internacionais. Um vazamento desses dados poderia comprometer negociações diplomáticas, expor estratégias políticas e gerar crises entre as nações participantes. Relatórios da Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA) apontam que grandes eventos internacionais são alvos frequentes de ataques cibernéticos justamente pelo alto valor estratégico das informações envolvidas. Ataques de ransomware, espionagem digital e vazamento de dados são algumas das ameaças mais recorrentes nesse contexto. Um único incidente pode resultar em prejuízos financeiros milionários, além de danos à reputação de países, organizações e empresas envolvidas. Apesar disso, a segurança digital ainda costuma ser incluída no orçamento apenas de forma reativa, quando exigida por contratos ou após incidentes anteriores. Para José de Souza Junior, esse comportamento reflete uma falta de maturidade digital. “É uma questão cultural. Quando você olha apenas para o recurso financeiro disponível e enxerga a segurança como algo que ‘agrega custo’, você não percebe que, na verdade, ela evita um prejuízo muito maior”, afirma o diretor do Grupo RG Eventos. Além da proteção contra ataques externos, a cibersegurança em eventos também envolve a gestão adequada de dados pessoais, especialmente em um cenário regulatório mais rigoroso. Leis como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no Brasil, e o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), na União Europeia, impõem responsabilidades claras sobre o tratamento de informações pessoais. Em eventos, isso inclui dados de participantes, palestrantes, patrocinadores e autoridades, coletados por meio de inscrições, aplicativos, credenciais digitais e sistemas de controle de acesso. Falhas nesse processo podem resultar em multas, processos judiciais e perda de credibilidade institucional. Estudos da IBM Security mostram que o custo médio de uma violação de dados ultrapassa milhões de dólares, considerando gastos com resposta ao incidente, sanções legais e danos reputacionais. Em eventos internacionais, esse impacto é potencializado pela exposição global. Outro ponto sensível é o uso crescente de tecnologias como reconhecimento facial, credenciais digitais, aplicativos de networking e plataformas baseadas em inteligência artificial para gestão de público e segurança. Embora essas soluções tragam eficiência, elas também ampliam a superfície de ataque. “Quando você começa a trabalhar com inteligência artificial e grandes volumes de dados, a segurança deixa de ser um detalhe técnico e passa a ser um requisito essencial da tecnologia”, ressalta José de Souza Junior. Para ele, a transformação precisa começar na mentalidade dos organizadores e patrocinadores. “Eu tenho trabalhado de uma forma para implementar essas regras de segurança diante desse mundo digital, para que isso se torne uma referência e, a longo prazo, um requisito básico”, afirma. A ideia é que a cibersegurança deixe de ser vista como um diferencial opcional e passe a ser tratada como infraestrutura essencial, assim como energia elétrica, internet e segurança física. Especialistas apontam que eventos que lidam com dados estratégicos precisam adotar uma abordagem integrada de segurança, envolvendo não apenas tecnologia, mas também treinamento de equipes, protocolos claros de acesso à informação e planos de resposta a incidentes. A ausência dessa preparação pode transformar um evento bem-sucedido em uma crise institucional. Em um cenário global marcado por disputas geopolíticas, espionagem digital e ataques coordenados, a negligência com a cibersegurança em eventos representa um risco que vai além do prejuízo financeiro. Trata-se de proteger informações sensíveis, preservar a confiança entre nações e garantir a integridade de processos decisórios que impactam milhões de pessoas. Como alerta José de Souza Junior, o problema não é a falta de tecnologia, mas a falta de consciência. “Enquanto a segurança for vista apenas como custo, ela será negligenciada. Mas quando o dano acontece, todos passam a enxergar o quanto ela era essencial”, conclui. 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