Biometria fraudulenta: por que os bancos respondem por empréstimos não reconhecidos em nome de idosos

Diante da onda de golpes de falsa central, o diretor jurídico do Grupo RG Eventos e especialista em fraudes bancárias explica a proteção legal à hipervulnerabilidade e como suspender cobranças indevidas de crédito A segurança digital na terceira idade tornou-se um dos temas mais sensíveis e debatidos do ano. Uma análise qualificada nas ferramentas de tendências de busca aponta um interesse muito alto e linear pela frase “empréstimo não reconhecido”, impulsionada de forma massiva por filhos, netos e cuidadores de idosos que tentam lidar com o endividamento repentino e fraudulento de seus familiares. O principal vetor dessas operações tem sido o uso de engenharia social para a captura de dados e validações biométricas por telefone. Esse avanço sobre populações mais vulneráveis reflete uma tendência alarmante apontada por levantamentos de segurança pública. Conforme dados mapeados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o estelionato por meio digital registrou um salto expressivo no país, com quadrilhas aprimorando táticas de abordagem psicológica direcionadas especificamente a aposentados e pensionistas para burlar validações de segurança em transações de crédito. Criminosos fingem ser funcionários de centrais de segurança e induzem a vítima a realizar procedimentos de reconhecimento facial em seus aparelhos sob o falso pretexto de atualizar o aplicativo ou cancelar uma compra suspeita. O que o idoso não sabe é que aquela imagem está sendo usada em segundo plano para aprovar créditos consignados e financiamentos substanciais. “A biometria capturada por engenharia social não configura consentimento livre e válido do correntista. O banco comete um defeito grave no serviço ao aprovar operações de crédito complexas fora do perfil histórico do idoso, violando as diretrizes de proteção integral e prioridade previstas no Estatuto da Pessoa Idosa”, analisa o especialista em fraudes bancárias e diretor jurídico do Grupo RG Eventos, Dr. José de Souza Junior. A jurisprudência brasileira afasta o argumento das instituições financeiras de que a transação seria legítima apenas por ter sido validada por meio de dados biométricos. Cabe ao banco comprovar que agiu para prevenir o golpe e que a transação não destoava completamente do comportamento financeiro tradicional do cliente. “O reconhecimento de face não anula o dever de segurança do banco diante de movimentações atípicas. Diante de descontos indevidos na folha de aposentadoria, os familiares devem buscar a interrupção imediata dessas cobranças por vias legais, exigindo a nulidade do contrato e a restituição indébita dos valores subtraídos”, orienta o especialista em fraudes bancárias e diretor jurídico do Grupo RG Eventos, Dr. José de Souza Junior.
De infraestrutura técnica a estratégia de Estado: Por que eventos internacionais se tornaram questão de soberania digital

Em um cenário de tensões geopolíticas globais, a proteção de dados diplomáticos e a independência tecnológica em megaeventos deixam de ser opcionais para se tornarem pilares de segurança nacional O conceito de soberania nunca foi tão imaterial. Se historicamente a defesa de uma nação era medida por fronteiras terrestres e poderio bélico, em 2026, a linha de frente deslocou-se para os fluxos de bits e bytes. Recentemente, debates no Fórum Econômico Mundial e na Assembleia Geral da ONU consolidaram um entendimento irreversível: grandes eventos internacionais, como reuniões do G20, conferências climáticas (COP) e fóruns econômicos, são extensões do território soberano de um país e, como tal, exigem uma blindagem digital que transcende a tecnologia comum. Megaeventos deixaram de ser apenas desafios logísticos ou vitrines turísticas para se tornarem “superfícies de ataque geopolítico”. O trânsito de dados diplomáticos, as comunicações entre chefes de Estado e as informações de inteligência que circulam em redes temporárias tornaram-se alvos de espionagem e sabotagem por atores estatais e grupos cibercriminosos avançados. O grande desafio da soberania digital reside na natureza dos eventos: eles são, por definição, temporários. Montar uma infraestrutura de segurança em tempo recorde que seja capaz de resistir a ataques coordenados exige uma expertise que poucas empresas no mundo detêm. A dependência de tecnologias e softwares estrangeiros sem a devida auditoria nacional cria “portas dos fundos” que podem comprometer a estratégia de um Estado. De acordo com José de Souza Junior, fundador e CEO do Grupo RG Eventos, a soberania digital em um evento começa na escolha de quem opera a rede. “Não se pode confiar a segurança de uma cúpula de presidentes a uma infraestrutura genérica. A soberania digital implica que o Estado, ou a organização responsável, tenha o controle total e o monitoramento em tempo real de cada dado que trafega. É sobre não permitir que a infraestrutura técnica seja o ‘cavalo de Troia’ para vazamentos de segredos de Estado”, explica Junior. Para responder a essa demanda, o modelo de Centro de Inteligência Cibernética (CIC), implementado pelo Grupo RG, tornou-se o padrão ouro em 2026. Diferente de um suporte técnico passivo, o CIC funciona como uma torre de controle militarizada para dados. Ele integra segurança física, monitoramento de espectro de rádio e defesa cibernética ativa. Um relatório da International Telecommunication Union (ITU) aponta que ataques direcionados a infraestruturas de eventos governamentais cresceram 200% nos últimos dois anos. O objetivo desses ataques muitas vezes não é o lucro direto, mas a desmoralização do país anfitrião ou a obtenção de vantagens em negociações bilaterais através do acesso antecipado a documentos e e-mails oficiais. “Quando operamos em um megaevento, o nosso foco é a continuidade da soberania. Se a rede cai ou se uma comunicação confidencial é interceptada, o prejuízo é imensurável e atinge a esfera diplomática. O CIC garante que tenhamos uma visão 360º de todas as ameaças, bloqueando tentativas de exfiltração de dados no milissegundo em que ocorrem”, destaca José de Souza Junior. Em 2026, a divisão entre segurança física e digital é inexistente. Um invasor pode usar um dispositivo físico de baixo custo escondido em uma sala de imprensa para criar um ponto de acesso à rede segura. A soberania digital exige, portanto, um monitoramento que vai desde os cabos de fibra ótica até as frequências de Wi-Fi e Bluetooth que circulam no ambiente. O Grupo RG Eventos tem sido um case prático dessa aplicação. Ao auditar cada fornecedor que se conecta à rede, de sistemas de som a totens de tradução simultânea, a empresa elimina o risco de dispositivos de terceiros servirem como vetores de ataque. “A soberania digital é um exercício de desconfiança sistêmica. Só entra na rede o que é verificado, autenticado e monitorado 24 horas por dia”, afirma o Diretor Jurídico. Com a implementação de novas diretrizes globais de proteção de dados e a maturidade da LGPD no Brasil, o país tem se posicionado como um polo de excelência em segurança digital para eventos. A atuação de empresas nacionais como o Grupo RG Eventos é fundamental para garantir que o Brasil não dependa exclusivamente de protocolos externos, mantendo a autonomia sobre a gestão de dados dentro de seu território, mesmo que em redes provisórias. Como resume José de Souza Junior: “Soberania digital é a capacidade de um país ou organização de decidir sobre o seu próprio destino no ciberespaço. Em megaeventos, essa independência é o que garante que as decisões tomadas à mesa de negociações permaneçam sob o controle de quem as tomou, e de mais ninguém”. Leia mais em: https://gruporgeventos.com.br/index.php/blog
A responsabilização civil individual dos executivos por falhas em cibersegurança demonstra o dever de cuidado dos administradores

Diante do aumento de riscos digitais no segundo semestre, especialista alerta que negligência em segurança de dados deixou de ser problema de TI para se tornar quebra de governança jurídica. O ambiente de alta polarização corporativa em 2026 trouxe novos e complexos desafios para o topo das pirâmides empresariais no Brasil. Uma análise detalhada no comportamento do mercado de buscas revela uma curva ascendente e qualificada no volume de pesquisas por termos como “responsabilidade civil de diretores” e “risco reputacional”. Esse movimento é acompanhado pelo crescimento de consultas correlacionadas, tais como “teste de governança” e “dever fiduciário de conselheiros”, refletindo uma clara e urgente preocupação de presidentes e diretores com a segurança jurídica individual diante da fragilidade digital das organizações. Esse cenário de alerta ocorre porque os incidentes cibernéticos e os vazamentos de dados deixaram de ser tratados apenas como falhas operacionais do departamento de tecnologia da informação. No panorama atual de conformidade, a proteção de ativos digitais e a segurança de dados sensíveis passaram a fazer parte das obrigações legais mais rígidas da alta liderança. De acordo com o renomado advogado corporativo e professor especialista em cibersegurança e diretor do Grupo RG Eventos, Dr. José de Souza Junior, muitos gestores ainda não compreenderam a gravidade do atual ordenamento jurídico. “Os membros do conselho e da diretoria precisam entender que negligenciar riscos cibernéticos ou falhar no investimento em prevenção de segurança digital configura uma quebra grave de governança jurídica. O ordenamento atual exige uma postura proativa, e a omissão na proteção de dados agora é interpretada como violação direta das obrigações fiduciárias básicas de qualquer líder”, explica Dr. José de Souza Junior. A análise dura do especialista joga luz sobre o chamado “dever de cuidado” dos administradores. Quando uma empresa se torna vulnerável por falta de investimentos adequados em barreiras tecnológicas ou falha na governança de eventos e transmissões institucionais, o impacto jurídico ultrapassa os limites do CNPJ. As punições regulatórias e administrativas têm se tornado consideravelmente mais severas, principalmente com a atuação fiscalizatória de órgãos públicos de controle. “A ocorrência de incidentes graves de segurança ou o vazamento de informações sensíveis pode acarretar a responsabilização civil individual do diretor, atingindo diretamente o seu CPF. Além de responder com o patrimônio pessoal por danos causados a terceiros e acionistas, as lideranças enfrentam o peso de severas multas administrativas aplicadas por órgãos como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)”, alerta Dr. José de Souza Junior. A mudança de comportamento do mercado de seguros corporativos e dos comitês de auditoria reforça que a blindagem preventiva é o único caminho sustentável. O foco das reuniões de conselho no segundo semestre deste ano deve se concentrar em auditorias contratuais de riscos e na implementação de tecnologias de autenticação contínua. “Empresas inteligentes e líderes visionários não deixam a segurança da informação ao encargo da sorte ou do improviso. Mitigar o risco reputacional e proteger a sobrevivência de mercado da marca exige tratar a cibersegurança como uma estratégia de conformidade jurídica urgente, blindando tanto o negócio quanto os próprios executivos de penalidades administrativas devastadoras”, conclui Dr. José de Souza Junior. Leia mais em: https://gruporgeventos.com.br/index.php/blog/
Vigilância ética e identificação sem contato: O equilíbrio entre segurança e privacidade em eventos de soberania

Com a ascensão do reconhecimento facial em movimento, o Grupo RG Eventos estabelece novos protocolos para garantir que a proteção de autoridades não fira as leis de proteção de dados e a soberania digital O avanço das tecnologias de biometria passiva transformou o controle de acesso em grandes eventos governamentais em 2026. A substituição das tradicionais filas de credenciamento por sistemas de identificação sem contato trouxe uma agilidade inédita para fóruns e cúpulas diplomáticas. Entretanto, esse progresso tecnológico trouxe consigo um debate ético e jurídico rigoroso sobre a coleta e o armazenamento de dados sensíveis. No centro dessa discussão, o Grupo RG Eventos tem implementado o conceito de Vigilância Ética. “A segurança de um evento de soberania não pode ser conquistada à custa da violação da privacidade dos envolvidos. Não estamos aqui para rastrear pessoas, mas para proteger autoridades através de uma tecnologia que respeita os limites individuais”, afirma José de Souza Junior, diretor jurídico do Grupo RG Eventos. O diretor jurídico explica que a empresa utiliza protocolos de criptografia que permitem o processamento de dados sem o armazenamento permanente da imagem real. “Nossa metodologia consiste em um ciclo de vida de dados extremamente curto. As informações biométricas são criptografadas na origem e destruídas imediatamente após o encerramento das atividades. Isso elimina o risco de que informações sensíveis permaneçam em servidores”, explica o executivo. Para Junior, o papel do Grupo RG é atuar como um garantidor jurídico de que cada sensor opere dentro de uma finalidade específica. “A transparência sobre os métodos de eliminação de dados é o que constrói a confiança necessária para que delegações internacionais aceitem ambientes monitorados. A soberania digital de uma nação se manifesta no controle rigoroso sobre os dados de seus líderes”, conclui José de Souza Junior, diretor jurídico do Grupo RG Eventos.
Do legado da COP30 à soberania digital: Grupo RG Eventos transforma experiência em plataforma própria de cibersegurança para megaeventos

Após liderar a implantação do Centro de Inteligência Cibernética (CIC – NOC/SOC) da Green Zone da COP30, o Grupo RG Eventos avança para um novo estágio de maturidade estratégica no campo da cibersegurança. A experiência adquirida em um dos ambientes mais sensíveis do cenário geopolítico global agora se converte no desenvolvimento de uma plataforma proprietária de NOC/SOC, voltada à prestação de serviços de monitoramento, prevenção e resposta a incidentes cibernéticos para grandes eventos, instituições e governos, com projeção de atuação já na COP31. À frente desse movimento está José de Souza Junior, diretor do Grupo RG Eventos e responsável técnico pela operação de cibersegurança da COP30. Segundo ele, a decisão de transformar o know-how acumulado em produto nasce diretamente da vivência prática em ambientes de altíssima criticidade. “A COP30 mostrou, na prática, que dados são o ponto de partida — mas não o destino. O que realmente faz diferença é transformar esses dados em capacidade de decisão soberana”, afirma. Para o executivo, a experiência evidenciou a necessidade de o Brasil avançar para além do consumo de soluções importadas. “Não se trata apenas de proteger infraestruturas. Trata-se de construir autonomia, reduzir dependências e criar uma capacidade nacional que possa, inclusive, ser exportada”, diz. Assim, o NOC/SOC do Grupo RG Eventos surge não apenas como um novo serviço, mas como um posicionamento estratégico que une experiência real de campo, domínio regulatório e visão de longo prazo sobre soberania tecnológica. A tecnologia que sustenta a solução foi desenhada com arquitetura modular e em camadas, permitindo adaptação a diferentes contextos, desde megaeventos temporários até ambientes institucionais permanentes. A base inclui infraestrutura de conectividade segura, segmentação de redes, controles rigorosos de acesso e firewalls de próxima geração. Sobre essa fundação, a plataforma integra componentes de SIEM, SOAR, EDR, XDR, análise contínua de vulnerabilidades, Threat Intelligence e forense computacional, oferecendo visibilidade completa do ambiente monitorado. “Existe uma frieza necessária nesse tipo de arquitetura. É a lógica do xeque-mate: método, tempo e precisão”, resume José de Souza Junior. A automação e o uso intensivo de inteligência artificial cumprem papel central, especialmente na correlação de eventos, detecção de anomalias e priorização de incidentes. “Não queremos um sistema que apenas gere alertas. Queremos um sistema que compreenda contexto, hierarquize riscos e que orquestre respostas”, explica. O modelo operacional integra monitoramento, análise e resposta em um fluxo contínuo. A coleta de telemetria em tempo real alimenta um núcleo central de correlação, onde modelos analíticos distinguem ruído de risco real. Uma vez validada a ameaça, entram em ação playbooks previamente definidos, que vão do isolamento técnico de ativos à comunicação com lideranças e áreas jurídicas. “Responder rápido é importante. Responder certo é decisivo”, pontua o diretor. Além da tecnologia, o produto é sustentado por uma equipe de consultoria especializada em cibersegurança e governança digital, formada por profissionais com experiência em ambientes críticos, setor público e grandes eventos. Para José de Souza Junior, essa camada humana é determinante. “Ferramentas não constroem autoridade. Pessoas, processos e método constroem”. Segundo ele, enquanto a plataforma monitora, a consultoria garante que a informação se traduza em governança, decisão e proteção institucional. A vivência do Grupo RG Eventos em grandes operações funcionou como um verdadeiro laboratório vivo para o desenvolvimento da solução. “O que aprendemos sob pressão vira processo. O que funciona em ambiente crítico vira padrão”, afirma. Essa trajetória permitiu transformar conhecimento tácito em metodologia estruturada, replicável e escalável. A expectativa é que a COP31 seja a primeira grande vitrine internacional do NOC/SOC proprietário. Entre as entregas previstas estão o monitoramento 24/7 de infraestruturas críticas, integração avançada de Threat Intelligence, análise contínua de vulnerabilidades e painéis executivos de risco em tempo real. O projeto também prevê articulação com órgãos nacionais e internacionais, fortalecendo a presença institucional brasileira no debate global sobre segurança digital e sustentabilidade tecnológica. “Minha ambição não é visibilidade pontual. É soberania: domínio de narrativa, consistência de entrega e permanência de influência”, resume José de Souza Junior. Para ele, o legado da COP30 ultrapassa a entrega técnica e consolida um novo patamar de atuação do Grupo RG Eventos. “Transformar o legado da COP30 em padrão de excelência não é retórica. É criar uma referência que o mercado, cedo ou tarde, será obrigado a seguir.” A integração entre CIC, NOC e SOC, testada em ambiente real e agora incorporada ao produto, consolida um modelo exportável de proteção digital. “O NOC faz funcionar. O SOC protege. O CIC decide”, sintetiza o executivo. Com essa estrutura, o Grupo RG Eventos se posiciona como um ator estratégico na proteção de grandes operações digitais, consolidando uma autoridade intelectual construída sobre conhecimento aplicado, método rigoroso e experiência real de campo. Leia mais em: https://oglobo.globo.com/patrocinado/dino/noticia/2026/01/27/ameacas-digitais-trazem-riscos-para-grandes-eventos-1.ghtml
Cibersegurança como soberania: o legado do Grupo RG Eventos na COP30

Durante a COP30, um dos eventos mais sensíveis do cenário geopolítico global, a segurança digital deixou de ser apenas um requisito técnico e passou a ocupar o centro da estratégia. À frente da implantação do Centro de Inteligência Cibernética (CIC – NOC/SOC) da Green Zone esteve o Grupo RG Eventos, sob coordenação de José de Souza Junior. Ao longo desta entrevista, ele detalha não apenas os bastidores da operação, mas a visão que guiou o projeto — uma visão que trata dados, método e inteligência como instrumentos de soberania. Como surgiu a oportunidade para o Grupo RG Eventos liderar a implantação do CIC na COP30? A oportunidade começou a se desenhar em uma reunião estratégica em Bonn, na Alemanha, na sede da UNFCCC, com o diretor de Tecnologia da SECOP, Milton Sampaio, representando o Governo Federal. Ali ficou claro que a COP30 exigiria uma operação de cibersegurança compatível com sua relevância política, ambiental e simbólica. “Os dados são o ponto de partida e a referência.Mas eu enxergo esse passo inicial como a fundação de um principado digital.” O Grupo RG Eventos já acumulava experiência em operações complexas e vinha investindo, de forma contínua, na construção de uma visão própria sobre cibersegurança aplicada a grandes eventos. Não como acessório tecnológico, mas como elemento estrutural de governança. “O investimento contínuo em estudos ao longo desses anos não é um detalhe acadêmico.É acreditar no conhecimento — e, sobretudo, colocá-lo em prática.” Desde o início, o projeto foi concebido sob o princípio da soberania tecnológica, integrando marcos regulatórios brasileiros, expertise qualificada e uma ambição clara de deixar um legado que extrapolasse a COP30. Como os parâmetros do MGI influenciaram a arquitetura do Centro de Inteligência Cibernética? Os parâmetros do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos funcionaram como eixo de racionalidade e disciplina do projeto. Governança integrada, gestão de riscos, interoperabilidade e proteção de dados moldaram uma arquitetura em camadas, orientada a missão crítica. “Existe uma frieza necessária nesse tipo de operação.É como um xeque-mate: método, tempo e precisão.” Cada ativo do ecossistema digital da COP30 foi mapeado, classificado e monitorado de forma contínua. A inteligência aplicada, a automação e a correlação avançada de eventos não tinham como objetivo apenas reagir, mas antecipar. “Não se trata de acumular ferramentas.Trata-se de transformar dados em decisão — e decisão em controle.” A equipe do CIC contou com 15 profissionais. Como essa estrutura foi pensada? A equipe foi organizada como um organismo vivo, dividido em células especializadas, mas operando sob uma lógica única de inteligência. SOC, NOC, Threat Intelligence, Engenharia de Segurança e Coordenação Estratégica atuaram de forma integrada. “A autoridade técnica não se constrói com discurso.Ela se constrói com método, consistência e entrega repetida sob pressão.” Mais do que monitorar, a equipe foi treinada para interpretar contexto, correlacionar sinais e responder com clareza — mesmo em um ambiente temporário, altamente dinâmico e sob constante escrutínio internacional. Quais foram os maiores desafios técnicos da operação? O principal desafio foi implantar, em tempo limitado, uma estrutura de missão crítica em um ambiente temporário, com múltiplos fornecedores, milhares de usuários e uma superfície de ataque em constante mutação. “Ambientes temporários exigem decisões definitivas.Não há espaço para improviso quando o risco é sistêmico.” Somado a isso, o contexto amazônico impôs desafios adicionais de conectividade e logística, tornando a resiliência operacional um requisito absoluto. Que lições a COP30 deixa para outros megaeventos? A maior lição é que a cibersegurança precisa nascer junto com o evento, não ser adicionada depois. Ela deve estar no mesmo nível estratégico da segurança física e da governança institucional. “Ferramentas não criam segurança.Processos maduros, pessoas preparadas e inteligência integrada, sim.” A experiência também reforçou o valor de uma empresa brasileira liderando a operação, com domínio regulatório, técnico e contextual. Quais tendências essa experiência revela para o futuro? Centros Integrados de Inteligência Cibernética deixam de ser diferenciais e passam a ser pré-requisito. Modelos Zero Trust, IA aplicada à correlação de eventos e soberania sobre dados tornam-se inevitáveis. “Minha ambição não persegue a visibilidade comum.Ela busca soberania: domínio de narrativa, consistência de entrega e permanência de influência.” Qual é o legado da COP30 para o Grupo RG Eventos? Mais do que uma entrega técnica, a operação da COP30 consolidou um posicionamento. “Transformar o legado da COP30 e a estrutura de cibersegurança do Grupo RG em um padrão de excelência não é retórica.É criar aquele tipo de referência que o mercado, cedo ou tarde, é obrigado a seguir.” O CIC da Green Zone simboliza a consolidação de uma autoridade intelectual construída ao longo do tempo, baseada em conhecimento aplicado, método rigoroso e visão estratégica. “É um movimento para consolidar uma autoridade difícil de contestar e impossível de ignorar.”